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Fear The Timeloop transforma sangramento em cronômetro no Xbox

Terror de sobrevivência em terceira pessoa dá ao xerife James Cooper 15 minutos de vida a cada ciclo e já está disponível no Xbox Series X|S.

Fear The Timeloop, jogo de terror de sobrevivência em terceira pessoa publicado pela PlayWay S.A., chegou ao Xbox Series X|S com suporte a Xbox Play Anywhere, conquistas e salvamento na nuvem. O ponto de partida é simples e cruel: o protagonista tem 15 minutos antes de morrer, e cada morte reinicia o ciclo.

Em 8 de setembro, o criador do jogo detalhou as ideias por trás do projeto. A intenção, segundo ele, era tornar o tempo algo físico, e não um simples contador no canto da tela: cada minuto deveria poder ser perdido, conquistado ou gasto antes da hora.

Um relógio que sangra

O jogador controla o xerife James Cooper, que perseguia um assassino em série implacável e acorda no Saint Heritage Hospital, um lugar que nunca viu, com um ferimento grave no abdômen. Ele perde sangue lentamente e, se não encontrar um jeito de se manter vivo em 15 minutos, morre e volta ao início do ciclo.

Por isso, vida e tempo restante são um único recurso. Bolsas de sangue, kits de primeiros socorros, bandagens e outros suprimentos médicos não servem só para curar danos de ataques inimigos: eles dão minutos extras a James. Usar um item imediatamente para atravessar um corredor perigoso, guardá-lo para uma luta inevitável ou arriscar tempo explorando uma sala que pode revelar um novo caminho são decisões que mudam uma tentativa inteira. O desenvolvedor ressalta que a morte não vem de uma regra arbitrária, e sim da perda de sangue.

Morrer também é avançar

Quando James morre, volta ao começo do capítulo atual, marcado por uma fita VHS encontrada no caminho, mas não perde tudo. Anotações descobertas, dados do mapa e habilidades desbloqueadas são mantidos; o inventário, não. Assim, um código memorizado ou uma rota escondida continuam valendo, mas o planejamento de recursos precisa ser refeito.

O resultado, segundo o criador, é uma mudança na sensação ao longo das tentativas. As primeiras são caóticas, dedicadas a entender a situação, achar suprimentos e fugir das criaturas do hospital. Depois, uma porta conhecida pode levar a outra rota, e uma anotação antes inútil pode indicar o caminho.

Um hospital feito para revisitar

O Saint Heritage foi projetado como um espaço interligado, e não como uma sequência de fases. No início, há rotas bloqueadas e áreas inacessíveis; com novas habilidades, o jogador ganha motivos para voltar a corredores conhecidos, em uma estrutura com elementos inspirados em metroidvania. O sistema de habilidades é flexível e pode ser moldado ao estilo de cada jogador.

Do lado de fora, o hospital é cercado por figuras misteriosas que atacam quem se aventura além das portas. A única aliada de James é a xerife adjunta Rose Watters. As conversas com ela e as escolhas feitas, em um sistema de diálogos ramificados que reage às decisões iniciais e ao caminho percorrido, revelam segredos do hospital e os acontecimentos que levaram o xerife até ali.

Tensão sem frustração

O desenvolvedor aponta o equilíbrio de inimigos e chefes como uma das partes mais difíceis da produção. Como a morte leva de volta ao início do capítulo, cada desafio precisa manter a tensão sem transformar uma tentativa fracassada em tempo perdido. A meta é que o jogador saia de cada erro sabendo o que fazer de diferente, progredindo por conhecimento, e não por sorte.

Na versão para Xbox, a equipe trabalhou na otimização e na precisão dos controles no gamepad, pensando nos momentos em que cada segundo faz diferença. O jogo está à venda na página de Fear The Timeloop na Microsoft Store.