Na última quinta-feira, dia 5, a Ubisoft convocou uma reunião com seus funcionários para discutir mudanças em sua estrutura. No entanto, ao invés de trazer um clima de otimismo, a conversa deixou a equipe ainda mais insegura sobre o futuro da empresa. Uma gravação da reunião, que foi compartilhada pelo site Insider-Gaming, revelou que um dos assuntos principais foi o futuro das Casas Criativas da desenvolvedora. A liderança da Ubisoft deixou claro que essas divisões poderão ser encerradas ou até vendidas se não apresentarem os resultados financeiros esperados.
Para piorar, os funcionários relataram que os executivos não estavam dispostos a esclarecer questões cruciais sobre o que vem pela frente. De acordo com a reportagem, muitos descreveram a reunião como uma “aula sobre como evitar perguntas”, onde os líderes se esquivavam de respostas diretas e repetiam frases que já haviam sido ditas antes. A empresa anunciou que pretende acabar com o trabalho remoto, alegando que isso aumentaria a produtividade e a colaboração. Porém, essa decisão não levou em conta como isso afetará o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional de muitos desenvolvedores, além de exigir que alguns se mudem para cidades com um custo de vida bem mais alto.
Outro ponto delicado é que a Ubisoft não se comprometeu a divulgar quantas demissões estão planejadas. Apesar de rumores de que a empresa pode cortar até 2 mil postos de trabalho, os líderes afirmaram que não vão comentar sobre a quantidade exata. O que foi dito é que, ao final do ano fiscal, em 31 de março, o número de funcionários será “significativamente menor”.
Os colaboradores que participaram da reunião saíram decepcionados e preocupados. Além das novas informações não serem animadoras, muitas perguntas importantes continuam sem resposta, deixando a sensação de que a situação pode ainda piorar. A incerteza paira no ar, e a expectativa de mudanças é palpável entre os que fazem parte da Ubisoft.

