Resident Evil Requiem: o jogo que fãs sempre desejaram

REVIEW | Resident Evil Requiem é o jogo que todo fã de longa data sempre pediu

Resident Evil Requiem é uma verdadeira homenagem para os fãs da franquia. Para quem, como eu, jogou os primeiros títulos ainda no PS1, a sensação de nostalgia é instantânea. Lembro bem do medo que sentia, tremendo na frente da tela e sem saber o que fazer. Agora, confesso que considero este novo jogo como o melhor desde Resident Evil 4, lançado em 2004. E, acredite, vou explicar por que acho isso. Então, acomode-se, pois a análise vai ser detalhada.

Joguei a aventura em 4K, com todas as configurações no máximo, e, surpresa! O desempenho foi ótimo, com uma taxa de quadros variando entre 80 e 116 FPS. Consegui aproveitar a maior parte da jornada sem grandes problemas técnicos, o que é raro para um lançamento AAA no PC. Claro, alguns pequenos travamentos apareceram em determinados cenários, mas nada que comprometesse a experiência.

Para quem se interessa pelos detalhes técnicos, aqui estão as especificações do meu computador:

  • Processador (CPU): AMD Ryzen 7 9800X3D
  • Memória (RAM): 32 GB DDR5 (6000 MHz)
  • Placa de Vídeo (GPU): NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti
  • Armazenamento (SSD): SSD 2 TB PCIe Gen 4
  • Sistema Operacional (SO): Windows 11 Pro

Um mergulho na nostalgia e evolução

O que mais me chamou a atenção em Resident Evil Requiem foi como a Capcom soube equilibrar nostalgia com inovações tecnológicas. Revisitar locais clássicos e conhecidos é emocionante, e a sensação de que “Raccoon City parece que parou no tempo” é palpável. No entanto, a franquia evoluiu muito desde os tempos de Resident Evil 6, que foi um verdadeiro desastre. Como muitos sabem, Resident Evil 7 trouxe a série de volta aos trilhos e Requiem é a evolução natural desse renascimento.

Uma jogabilidade diferenciada

A jogabilidade é dividida entre dois protagonistas: Leon e Grace. Cada um tem seu estilo, com Leon sendo mais voltado para a ação e Grace trazendo uma abordagem mais tensa e estratégica. Escolhi jogar com a câmera em terceira pessoa para ambos e não me arrependi. A interação com o cenário é rica, com elementos clássicos como máquinas de escrever e baús para armazenar itens.

Leon, por exemplo, é um verdadeiro sobrevivente. Ele usa armas dos inimigos e até serras elétricas, enquanto Grace enfrenta um tipo de terror que lembra os clássicos, que realmente deixa o jogador tenso. Os zumbis, por sua vez, trazem um conceito interessante: eles apresentam traços de suas personalidades anteriores, o que acrescenta uma camada de profundidade ao combate.

O terror de volta à franquia

O terror, que esteve ausente em alguns dos títulos anteriores, retorna com força em Requiem. Os momentos com Grace, em particular, são de arrepiar. A sensação de vulnerabilidade e a maneira como a narrativa é construída tornam a experiência ainda mais intensa. Um dos trechos que mais me impactou foi quando a jogabilidade muda e a tensão se torna palpável, fazendo com que o jogador realmente sinta a fragilidade do personagem.

Raccoon City, mais explorável do que nunca

Não posso deixar de mencionar a exploração de Raccoon City, que foi uma grata surpresa. A cidade, com suas ruínas icônicas, traz uma carga emocional enorme para quem cresceu com a franquia. Não se trata de uma nostalgia barata; a história justifica a volta a esses locais. A trama é bem amarrada, com finais alternativos que dão um toque especial à experiência.

Considerações finais

Ao longo de aproximadamente 16 horas jogando na dificuldade padrão, consegui explorar a maioria dos conteúdos que o jogo oferece. E minha conclusão é que Resident Evil Requiem realmente se destaca como um dos melhores da série nos últimos anos. Ele equilibra bem a ação e o terror, trazendo de volta a essência que muitos fãs sentiram falta.

Se você é um fã da franquia ou apenas curte um bom jogo de terror, não deixe de conferir essa nova aventura. As experiências são ricas e envolventes, e tenho certeza que você vai se surpreender!