Dois meses após a demissão em massa de alguns desenvolvedores da Rockstar Games, a primeira batalha legal deles contra a empresa não saiu como esperavam. Durante uma audiência preliminar no Reino Unido, um juiz decidiu que os cerca de 30 ex-funcionários não receberão pagamento temporário enquanto o processo ainda estiver em andamento. O magistrado avaliou que as provas apresentadas pelo grupo não foram suficientes para demonstrar que as demissões estavam relacionadas à tentativa de formação de um sindicato.
Esses desenvolvedores, apoiados pelo Independent Workers Union of Great Britain (IWGB), alegam que foram dispensados por tentarem se organizar formalmente. A Rockstar, por outro lado, defende que as demissões ocorreram devido ao vazamento de informações confidenciais da empresa. A situação se complicou ainda mais com a existência de um servidor no Discord, onde ex-funcionários discutiam detalhes sobre suas tentativas de organização sindical.
Em uma declaração ao site Kotaku, a Rockstar comemorou a decisão do juiz, reafirmando sua posição sobre o caso. A empresa expressou pesar pela necessidade das demissões, mas acredita que agiu corretamente. Para eles, a medida foi necessária e justificada, pois muitos dos que ainda trabalham na empresa e estão no servidor Discord não sofreram sanções.
Do lado dos ex-funcionários, o IWGB argumenta que a Rockstar não seguiu seus próprios procedimentos internos e não alertou os trabalhadores sobre os riscos que corriam. Além disso, o sindicato alega que a empresa criou perfis falsos para monitorar os ex-funcionários e suas tentativas de se organizar. Apesar do revés inicial, o IWGB se mantém firme na luta e acredita que, em um tribunal mais completo, suas reivindicações serão ouvidas com mais atenção. Alex Marshall, presidente do IWGB, afirmou que a Rockstar não conseguiu justificar suas ações e que a batalha está longe de acabar.

