Chefe da Blizzard reforça parceria com o Xbox

Presidente da Blizzard diz que estúdio se sente "valorizado" com a Microsoft

Desde que a Microsoft concluiu a compra da Activision Blizzard, muitos fãs começaram a se perguntar como isso afetaria a dinâmica dos estúdios. Em uma conversa com o Windows Central, Johanna Faries, que é a presidente da Blizzard, deixou claro que a situação é bem diferente do que alguns imaginam. Segundo ela, o Xbox não é um “chefe controlador” que dita tudo na Blizzard. A abordagem tem sido mais sobre apoio e colaboração, sempre com uma pergunta em mente: “Como podemos ajudar?”.

Faries explicou que a comunicação é constante e que há uma troca constante de aprendizados. O foco está no alinhamento estratégico, mas sem sufocar a autonomia criativa das equipes. Isso é especialmente relevante em um momento em que a Blizzard enfrentou dificuldades.

Autonomia criativa em meio a turbulências

Essa declaração vem após um período conturbado para a Blizzard. O estúdio lidou com sérias denúncias de assédio e problemas de cultura interna antes mesmo da aquisição pela Microsoft, resultando em processos judiciais, saídas de executivos e uma reestruturação significativa. Recentemente, eles também cancelaram um projeto ambicioso que estava em desenvolvimento há anos, o que gerou mais incertezas sobre a estabilidade criativa do estúdio, especialmente após cortes de pessoal que impactaram a divisão no início de 2024.

No entanto, Faries afirma que a relação com o Xbox não tem sido de imposição, mas sim de alinhamento estratégico. A ideia é encontrar maneiras de unir esforços quando faz sentido, enquanto a Blizzard mantém seu espaço para seguir de forma independente.

Integração sem perder identidade

A fala de Faries também reflete a estratégia mais ampla da Microsoft para seus estúdios. Ao invés de uma centralização rígida, a proposta parece ser oferecer suporte em áreas como tecnologia, infraestrutura e distribuição. Isso é muito importante, especialmente agora que o Xbox está expandindo sua presença no PC, na nuvem e até em outras plataformas.

Para a Blizzard, preservar sua identidade é crucial. Franquias como Warcraft, Diablo e Overwatch têm comunidades fortes e decisões criativas que precisam de tempo para se desenvolver. Um controle excessivo poderia causar descontentamento entre os fãs, que já estão sensíveis a quaisquer mudanças.

Um novo momento para a Blizzard

Com a aquisição finalizada e um discurso focado na colaboração, a Blizzard busca virar a página após anos de polêmicas e reestruturações. A mensagem de Faries indica que a Microsoft está interessada em fortalecer o estúdio, não em absorvê-lo completamente. Agora, é esperar para ver se essa promessa de equilíbrio entre independência e integração se concretiza nos próximos anúncios, especialmente após o cancelamento do novo projeto e as mudanças internas recentes. Por enquanto, a Blizzard continua sob a bandeira do Xbox, mas com a certeza de que ainda manda no seu próprio caminho criativo.