Bastidores da cinemática “Por que resistimos” em Valorant

Créditos: Divulgação/Riot Games

A Riot Games compartilhou novidades interessantes sobre a cinemática “Por que resistimos”, que deu início à Temporada 2026 de Valorant. Em um painel descontraído, os criadores envolvidos no projeto contaram um pouco sobre as decisões que moldaram esse vídeo incrível, que se destacou pela sua intensidade visual e por trazer uma versão repaginada da música “Toxic”. Participaram da conversa nomes como Joe Killeen, o responsável pela narrativa, Tim Lembke, o diretor criativo, e Quentin Baillieux, co-diretor da Brunch Studios, o estúdio que cuidou da animação.

A escolha da música foi um ponto bem legal que eles comentaram. Inicialmente, a ideia era usar uma faixa pop de grande sucesso, mas conforme a história foi se revelando mais sombria, a equipe percebeu que algo mais profundo seria necessário. Foi assim que “Toxic” apareceu como uma alternativa que despertou o interesse imediato deles. O arranjo que ouvimos na cinemática foi criado especialmente para o vídeo pelas artistas KiNG MALA e Audrey Nuna, que trabalharam a partir das imagens, sem ter uma trilha sonora definida de início.

No painel, também se discutiu a lore que envolve “Por que resistimos”. A cinemática apresenta versões diferentes dos agentes de Valorant e explora o conflito entre os universos Alfa e Omega. Joe Killeen explicou que essas variações dos personagens refletem decisões e contextos distintos, enriquecendo a narrativa e trazendo novas camadas de drama para o vídeo. Por exemplo, Omega Breach é descrito como um personagem que apoia e empodera os outros, enquanto Viper é o coração emocional da história, se preocupando com seu mundo e sua equipe, mesmo que isso não fique tão evidente em suas ações.

Outro aspecto que gerou bastante conversa entre os fãs foi a relação entre Viper e Chamber. Os desenvolvedores destacaram que essa interação transcende um simples vínculo, representando visões de mundo e escolhas radicais. Tim Lembke comentou que a cena entre os dois é rica em significados, refletindo uma conexão complexa tanto na narrativa quanto na linguagem visual. A equipe da Brunch Studios fez um trabalho incrível ao traduzir essas nuances em animação.

A produção da cinemática começou no final de 2024, focando na jornada de Viper. O processo levou cerca de oito meses e incluiu várias revisões do roteiro até chegar à versão final. A colaboração entre a Riot e a Brunch Studios foi intensa, com ajustes contínuos para garantir que a narrativa, o ritmo e o impacto visual estivessem perfeitamente alinhados.

O uso de storyboards foi uma parte essencial do processo. Esses esboços ajudaram a estruturar cada cena antes da animação final. A comunidade percebeu uma semelhança artística com a série Arcane, e Tim explicou que isso se deve ao envolvimento de artistas que já trabalharam com a Fortiche, o estúdio responsável por Arcane. Depois de definir o storyboard, a equipe criou um colorboard, crucial para estabelecer o tom emocional de cada cena. As cores foram utilizadas para transmitir sentimentos como tensão, vingança e resistência, sem precisar de muitos diálogos.

A proposta era clara: criar uma animação que fosse impactante e energética, contrastando com o tom mais melancólico de “Por que lutamos”, que foi lançada anteriormente. Essa nova cinemática mostra como Valorant está entrando em 2026 com uma identidade mais intensa e agressiva. Com “Por que resistimos”, a Riot Games reafirma a importância das cinemáticas na narrativa de Valorant, unindo música, arte e lore em uma experiência que vai muito além do jogo competitivo.