Versão ampliada do shooter on-rails da Dead Drop Studios traz 18 personagens, Unreal Engine 5 e dicas da criadora para subir a pontuação.
O shooter on-rails Railbreak DX foi lançado em 4 de setembro no Xbox Series X|S, com suporte ao Xbox Play Anywhere e ao streaming pela nuvem do Xbox. A edição da Dead Drop Studios amplia o Railbreak original com gráficos renovados, elenco maior e novos modos, e custa US$ 24,99 na Microsoft Store.
A produtora avisa que o Railbreak antigo deixará de ser vendido separadamente em setembro de 2026. A versão DX foi planejada para receber suporte a longo prazo e, ao contrário da anterior, é compatível com o Xbox Play Anywhere, que mantém progresso e conquistas sincronizados entre console, PC e portáteis. Atualizações de conteúdo e DLCs pagos estão nos planos.
O que muda na versão DX
Construído na Unreal Engine 5, agora com ray tracing, o jogo resgata o clima dos fliperamas dos anos 1990. A história funciona como prelúdio de Outbreak: Shades of Horror e se passa em Cypress Ridge, cidade tomada por um apocalipse zumbi. Entre as novidades estão:
- nove personagens inéditos, que elevam o total de sobreviventes jogáveis de nove para 18;
- rebalanceamento completo, com mudanças em armas, tamanho dos pentes e cadência de tiro;
- modo de treino com vida infinita e sem barreiras;
- animações aprimoradas de jogadores e inimigos, incluindo armas totalmente animadas;
- a opção de enfrentar só zumbis, só os dinossauros de DINOBREAK ou as duas ameaças misturadas.
A campanha é dividida em seis cenários. Os modos extras incluem Score Attack, o infinito Onslaught, que aumenta a dificuldade até a derrota, e o Glitch Gauntlet, com estrutura roguelike e efeitos imprevisíveis. Todo o conteúdo aceita cooperativo opcional para duas pessoas.
Dicas da criadora para o modo história
Julia Wolbach, criadora do jogo, compartilhou algumas estratégias. Na campanha, protagonizada pela detetive Lydia Daniels e pelo mercenário Hank, a câmera se move sozinha, e só nesse modo é possível pegar armas especiais no cenário, além de quebrar objetos que escondem suprimentos. A pistola padrão está sempre à mão, mas no Ato IV, durante a passagem pelo parque, vale observar os bancos: ali aparece por um instante uma magnum, variante com dano bem maior. Wolbach ainda sugere que uma submetralhadora com plasma pode estar escondida em algum ponto da história.
Michael e Rin, dois extremos
Para quem prioriza sobreviver, Michael é imune a Veneno e Sangramento, o que dispensa a busca pelos brotos Azul e Vermelho usados para curar esses efeitos. Em troca, sua arma principal é uma escopeta que consome muita munição, e a pistola de balas infinitas é fraca, o que torna as dificuldades mais altas arriscadas.
Rin segue o caminho oposto e favorece a pontuação. Sua pistola dispara balas de gelo com chance de congelar inimigos, mas o dano cai bastante quando ela não acerta a cabeça. A katana lança rajadas que, ao atingir um adversário, ativam um estado temporário com mais pontos e mais dano, acompanhado de uma condição negativa aleatória. Ela também não consegue desmembrar zumbis.
Como pontuar mais
- Ferir civis tira vida do próprio jogador; granadas e explosões de infectados especiais, porém, não geram punição.
- Granadas rendem poucos pontos e funcionam melhor como último recurso.
- Tiros na cabeça garantem dano e pontuação extras; acertar membros de zumbis comuns pode arrancá-los, limitando ataques e movimentação.
- Inimigos como Boom Boom e Kunoichi devem ser prioridade, já que explodem e limpam a área ao redor.
Com o dobro de personagens, dinossauros como alternativa aos mortos-vivos e novos conteúdos previstos, Railbreak DX passa a ser a versão com suporte contínuo da Dead Drop Studios no Xbox, enquanto o jogo original sai da venda avulsa.
