Crimson Desert não terá vilões em sua narrativa

Crimson Desert não vai permitir ser ‘o cara mau’ em sua narrativa

Com estreia marcada para o dia 19 de março, Crimson Desert está gerando muita expectativa entre os gamers. O jogo promete uma experiência de ação em um mundo vasto, repleto de detalhes e um monte de sistemas para explorar. No entanto, a Pearl Abyss, desenvolvedora do título, prefere não rotulá-lo como um RPG tradicional. Isso porque, segundo eles, o jogo não segue algumas características típicas desse estilo, como a opção de interpretar um personagem vilão.

Em uma conversa descontraída no podcast Dropper Frames, Will Powers, o chefe de marketing do estúdio, compartilhou como o sistema de escolhas do jogo funcionará. Ele explicou que, embora os jogadores tenham algumas oportunidades de agir de forma maliciosa, o protagonista foi criado com uma essência bondosa, focado em salvar o mundo. “As escolhas não são tão grandiosas, mas elas vão te mostrar o impacto de cada ação, fazendo você querer tomar decisões que realmente façam diferença”, contou ele. Powers também deixou claro que não recomenda adotar totalmente esse caminho mais sombrio.

Uma das limitações apresentadas em Crimson Desert é que o protagonista não pode machucar NPCs, ou personagens não jogáveis. Isso está alinhado com a narrativa que constrói o personagem como um “bom moço”, que não deseja ferir quem não merece. Por outro lado, o jogo incluirá um sistema de roubos, que pode até transformar o protagonista em um foragido. Durante a aventura, será possível obter itens de maneira ilegal, o que pode atrair a atenção das autoridades.

Caso os jogadores se envolvam repetidamente em roubos, eles poderão ver uma recompensa sendo colocada pela cabeça do personagem principal. Powers ressaltou que, embora isso torne a exploração do mundo um pouco mais complicada, existem vantagens em assumir um comportamento mais rebelde — como ganhar bônus temporários no poder de ataque, por exemplo. Para ele, a ideia é que, em certos momentos, possa ser interessante agir fora da lei. No entanto, essa não será uma escolha que mudará drasticamente a experiência geral do jogo, que ainda mantém seu foco em um protagonista que busca fazer o bem.