Remedy afirma que Control Resonant não utiliza IA generativa

Remedy garante que Control Resonant não usa IA generativa, mas não descarta pro futuro

Recentemente, o CEO interino da Remedy, Markus Mäki, fez algumas declarações interessantes sobre o uso de inteligência artificial (IA) no desenvolvimento de jogos, especificamente sobre o novo título “Control Resonant”. Em um vídeo voltado para investidores, ele foi claro ao afirmar que a empresa não está utilizando IA generativa em nenhuma parte do processo de criação do jogo. Mas, atenção: isso não é uma crítica à tecnologia. Mäki deixou claro que a Remedy está aberta a explorar essa ferramenta no futuro, caso ela possa trazer benefícios reais para a experiência dos jogadores.

Atualmente, Mäki ocupa a posição de CEO temporário enquanto a Remedy se prepara para receber seu novo líder, Jean-Charles Gaudechon, que assumirá o cargo em março. No vídeo, ele conversou com o CFO da empresa e tocou no tema da IA generativa. “Acredito muito no valor que podemos trazer para os jogadores, então queremos fazer coisas que realmente acrescentem à experiência do gameplay”, comentou Mäki. Ele também enfatizou a importância da criatividade da equipe, que, segundo ele, é quem sabe como adicionar esse valor de forma significativa.

Mäki também mencionou que, dentro da Remedy, existe um “interesse variado” em investigar ferramentas de IA, mas tudo depende de como isso pode beneficiar os jogadores. Essa abordagem cuidadosa demonstra uma preocupação em não apenas seguir tendências tecnológicas, mas sim em garantir que qualquer inovação realmente enriqueça a experiência de quem joga.

Outro ponto interessante que ele abordou foi o Project Genie, da Google. Esse projeto tem como objetivo usar IA generativa para criar mundos interativos em tempo real. A apresentação do Genie causou um impacto significativo no mercado, derrubando as ações de várias grandes produtoras de jogos. No entanto, Mäki acredita que ainda é cedo para se preocupar com isso. Ele explicou que estamos longe de conseguir criar um produto de entretenimento completo que as pessoas queiram pagar, tanto em termos de custo quanto de tecnologia.

O CEO interino também compartilhou sua visão sobre o futuro da IA nos jogos. Ele acredita que em 5 a 10 anos, a IA generativa pode substituir processos tradicionais, como a “renderização de triângulos”. “Quando esse momento chegar e as plataformas estiverem prontas, estaremos em uma boa posição para fazer isso também”, finalizou Mäki, deixando no ar a expectativa sobre o que vem por aí.